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15 de jun. de 2014

Influência familiar no tabagismo

Essa Copa me fez lembrar momentos de confraternizações familiares e resgatei uma foto da minha infância:


Ao meu lado está minha tia, que resolvi não mostrar para preservá-la!
Mas observem a mão dela, em destaque de vermelho...

Essa foto me fez refletir algumas relações que tenho com o cigarro. Afinal de contas, sua presença em minha vida já está enraizada, passei minha infância toda cheirando essa fumacinha. Sim, comecei o vício pela nicotina desde pequena, visto que era fumante passiva. Já foi comprovado que crianças filhas de pais fumantes, tendem a se tornar dependentes uma vez que experimente um cigarro. É claro que existem exceções, as variabilidades genéticas também determinam esta resposta.

Mas enfim, o fato é que estou aqui, aos 31 anos, lutando contra um vício que praticamente foi pré-determinado pela influência familiar na minha infância. Quando descobri isso fiquei revoltada e queria convencer a todos da minha família a pararem de fumar (minha mãe é a única que já parou). Hoje não culpo mais ninguém, apenas sigo em frente em busca do meu objetivo, cada um sabe (ou não) a hora de parar. Quem sou eu para decidir a vida do outro? 

Cada um tem seu tempo, cada um escolhe seu destino. Eu decidi cuidar de mim! Eu quero viver, quero ser livre de novo. E, principalmente, quero ser mãe! Preciso vencer essa guerra contra o cigarro!!!

Começa amanhã, vamos lá...

Porque eu não vou desistir!!!


16 de mar. de 2014

Mudança no estilo de vida

Comecei este ano decidida a apagar de vez o cigarro da minha vida. 


E para alcançar esta meta, resolvi mudar meu estilo de vida! 
Todos nós sabemos que para ter uma vida saudável devemos adotar dois hábitos fundamentais (se quiser saber mais, clique aqui): 

 Alimentação saudável + atividade física



E foi isso que eu fiz! Há dois meses entrei na academia e comecei a ingerir alimentos saudáveis, afim de diminuir os prejuízos causados por esses 15 anos de tabagismo. 
Posso dizer com total segurança que isso ajudou muito para que eu desse o pontapé inicial para abandonar o cigarro. É extremamente importante inserir esses hábitos no dia-a-dia de quem quer parar de fumar.

Primeiro, quando começamos a praticar atividade física, percebemos o quão prejudicial é o cigarro para nosso corpo, pois logo percebemos que a nossa capacidade respiratória está reduzida. Além disso, a atividade física ajuda a repor os níveis dos hormônios responsáveis pelo prazer, que estão reduzidos devido a ausência da nicotina. Por isso, hoje pratico yoga, pilates e musculação, e tento ir todos os dias na academia para liberar o estresse deste momento inicial da abstinência.

Por outro lado, mudei completamente minha alimentação. Inseri uma grande variedade de frutas, verduras, leguminosas e cereais em minha dieta diária. E esta atitude é essencial para quem almeja parar de fumar. Isso porque estes alimentos são importantes fontes de vitaminas necessárias para a proteção contra doenças causadas pelo tabagismo.
Além do mais, uma consequência do abandono do tabaco é o aumento de peso, já que o indivíduo recupera o cheiro e o sabor dos alimentos, e também passa a descontar na comida a ansiedade aumentada devido a ausência da nicotina. Além disso, um dos efeitos da nicotina é reduzir o apetite, portanto, a falta dela irá fazer com que o indivíduo coma mais. Por isso, é essencial inserir uma alimentação saudável e balanceada neste período de abstinência.

Um mês após adotar estes dois novos hábitos em minha vida, me senti segura para enfim: PARAR DE FUMAR! E então, no dia 1º de março, em pleno sábado de Carnaval, fumei meu último cigarro. E, na próxima postagem, falarei o que passei na primeira semana de abstinência e o medicamento que utilizei para ajudar nos primeiros dias...


Como parar de fumar?


 Ilustração extraída da página do facebook: Diário do ex-fumante 

https://www.facebook.com/pages/Di%C3%A1rio-do-Ex-Fumante/296757267011628?fref=ts
               
Após a decisão de parar de fumar, surge a pergunta: O que vou fazer para abandonar o cigarro se o hábito de fumar já faz parte da minha vida e o cigarro é meu companheiro há tanto tempo? Acredito que esta seja a indaga da maioria dos fumantes.

A primeira vez que tentei parar foi "na tora". Mesmo sabendo que sou dependente química da nicotina há 15 anos, achava que na hora que realmente decidisse parar, iria conseguir. Doce ilusão...
Logo após meu aniversário de 30 anos, realizei minha 1ª tentativa de parar de fumar e não consegui ultrapassar 5 dias sem cigarro. Passei estes 5 dias enlouquecida de tanta ansiedade e no 5º dia cheguei na sala de aula tão estressada que quase matei meus alunos. Então, saí da faculdade e fui imediatamente comprar cigarro, antes que eu perdesse meu emprego.

A 2ª tentativa foi logo após a 1ª infecção na garganta que tive (das 4 que tive em menos de 1 ano). Passei 5 dias estressada e improdutiva, e simplesmente precisava trabalhar e preparar aulas, mas não conseguia. Por qual motivo? Concentração zero e total dispersão. Resultado: voltei a fumar!

Na 3ª tentativa, admiti minha impotência e resolvi buscar as alternativas existentes no mercado para o tratamento do tabagismo. Comecei pelo emplastro (adesivo) de nicotina, comprei aquele da fase 1, para quem fuma mais de 10 cigarros por dia. Sinceramente, não vi nenhuma diferença e voltei a fumar novamente no 5º dia. E assim foram as outras duas vezes seguintes que tentei largar o cigarro, quando minha garganta inflamava eu tentava parar, colocava o adesivo e no 5º dia sem cigarro, eu voltava a fumar...

Foi então que eu percebi que para abandonar o tabaco, eu teria que mudar meu estilo de vida, já que fumar um cigarrinho é um hábito que faz parte do dia-a-dia do fumante, faz parte de todos os momentos de sua vida. Isto quer dizer que não havia como deixar o cigarro sem mudar meus hábitos diários.
Após chegar à esta conclusão, realizei mais uma tentativa de parar de fumar, na qual hoje completo 15 dias sem cigarro. Falarei sobre isso na próxima postagem...

Por que parar de fumar?

Para a maioria das pessoas a resposta desta questão é tão óbvia, já que hoje o mundo todo sabe e a ciência já cansou de comprovar os males causados pelo tabagismo.

Hoje, todo fumante entende que deve parar de fumar e sabe o porquê, mas nenhum gosta de ouvir as famosas frases: "larga este cigarro, isso faz mal"; "tão bonita e fuma"; "você é tão nova, pára de fumar"; "menina, você vai morrer"; e tantas outras frases típicas de quem nunca fumou e não sabe o prazer de fumar um cigarro. É tão chato ouvir isso das pessoas, dá vontade de mandar ir à m****...
Se soubessem o quão cansativo é para o fumante escutar essas frases, certamente não abririam a boca para proferir essas "palavrinhas de apoio". Se fosse assim tão fácil, a indústria do tabaco já estaria falida, não é mesmo? Esta atitude dos não-fumantes é semelhante à de um vegetariano que tenta convencer o mundo a não comer mais carne.

O livre arbítrio por vezes é esquecido, as pessoas se acham no direito de se intrometer na vida do outro e esquecem de olhar para seu umbigo. Quem não fuma esquecesse que não é apenas o cigarro que faz mal à saúde. Má alimentação, excesso de álcool (mesmo que apenas nos finais de semana), sedentarismo e tantas outras questões, também podem causar problemas cardiovasculares, envelhecimento celular e até mesmo o tão temido câncer.

Então, se todo fumante sabe o mal que está causando à sua saúde, qual é o momento ideal para decidir parar de fumar? Normalmente, a vontade de parar surge quando os malefícios são superiores ao prazer.
Comigo foi assim... quando o pigarro começou a incomodar de verdade, aparecendo insistentemente na hora de dormir ou no trabalho, esse foi o primeiro momento em que pensei: "Está na hora de parar de fumar". A partir daí, não faltaram motivos para deixar o tabaco...

Ano passado, quando completei 30 anos decidi: "Vou acabar com esse cigarro, antes que ele acabe comigo"! Isso já tem quase um ano. De lá pra cá tentei parar umas 5 vezes, mas sempre voltava a fumar no 5º dia. Nossa, como é difícil ficar sem a nicotina! Eu fumava um maço de uma vez pra repor sua ausência durante os 5 dias.
Durante todo esse tempo, apareceram vários fatores para reforçar a necessidade de parar de fumar. Comecei a sentir umas palpitações e o medo de morrer de infarto começou a surgir... ainda mais sabendo que nos últimos anos os índices de mortes por infarto aumentaram em mulheres e que os riscos do tabaco se elevam após os 30 anos, ou seja, tudo conspirando...

Tive infecção na garganta 4 vezes em menos de 1 ano, o que sugere uma baixa imunidade provocada pelo excesso de cigarro nos últimos 4 anos. Foi neste período que cheguei a fumar quase 20 cigarros por dia, o período da pós-graduação (mestrado e doutorado), que é um assunto pra outra postagem...
Além disso, os dentes já não são mais os mesmos (não quero perdê-los agora), muito menos a respiração é a mesma. Fôlego pra subir uma escada? Hã?!! O que está acontecendo com meu sistema respiratório?

Sem falar na parte estética, que deixei por último propositalmente devido ao grau de importância, mas sinceramente não quero envelhecer cedo!

Definitivamente, chegou a hora de parar de fumar! E o que não faltam são motivos para almejar isso... Mas, como conseguir esse propósito? No próximo post abordarei este assunto...


Por que parar de fumar?


Quando começou o vício?

Aos 15 anos coloquei meu primeiro cigarro na boca (aquele cigarro com sabor, conhecido como cigarro de bali). Foi numa festa, nem cheguei a tragar, apenas brinquei de soltar fumaça e achei aquilo sensacional, uma maravilhosa sensação de liberdade.

Até então não sabia qual era o efeito da nicotina, ainda não havia experimentado o tal prazer em fumar um cigarro, comentado por todos os fumantes. Nesta época, praticamente todos os adultos da minha família eram fumantes e eu já estava acostumada com o cheiro e a presença do cigarro em casa. Inclusive, conheci a nicotina na barriga da minha mãe, que fumou muito durante a minha gestação e me deixou de herança uma infância rica em problemas nos sistemas respiratório e imunológico, tais como asma e rinite alérgica.
Quando entrei na adolescência, por volta dos 12 anos, estes problemas de saúde foram desaparecendo e retornaram depois que comecei a fumar, o que não me impediu de ser fumante por 15 anos.
Então, é perceptível que não foi difícil começar a fumar. E a minha primeira tragada (aquela que faz a gente tossir parecendo que vai morrer) foi poucos dias após a tal festa, quando peguei o cigarro escondido no maço da minha mãe. E, logo após esta primeira experiência, veio o segundo cigarro, o terceiro, o quarto... neste momento, já havia sentido o delicioso prazer em fumar um cigarro, o tal relaxamento que todos os fumantes dizem sentir quando tentam justificar o porquê do vício.

Fumava nos finais de semana escondido da família ou quando ficava sozinha em casa. Até que fiz 18 anos, passei no vestibular, saí de casa e morando longe da família me senti totalmente livre. Sim, esta era a sensação que tinha ao fumar um cigarro, um sentimento de total liberdade e poder. Isto é tão contraditório, pois hoje me sinto tão dependente e sem poder sobre mim mesma.

Tenho exatos 15 dias sem colocar um cigarro na boca, o máximo que consegui ficar sem fumar até hoje.
Mas, por que eu decidi parar de fumar? É o assunto da próxima postagem...