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28 de jul. de 2014

Como parei de fumar - convite aos leitores

Olá pessoal, estou aqui para convidá-los a relatarem um pouco da história de vocês com o cigarro.

Se alguém tiver interesse em escrever um post aqui no blog, relatando suas experiências com o cigarro, quando começou a fumar, há quanto tempo parou, as dificuldades que têm vivido, ou qualquer outra coisa relacionado ao tema, é só deixar seu e-mail aqui nos comentários que entro em contato logo em seguida.

Gostaria de interagir mais com os leitores do blog e trocar experiências.

Comecei a escrever no blog, dentre outros motivos, para desabafar minhas percepções e sensações desde que decidi parar de fumar, mas também sinto vontade de ler histórias e relatos de ex-fumantes e pessoas que estão na mesma situação que eu, por isso, resolvi criar esse espaço para vocês!


27 de jul. de 2014

Como parei de fumar - apoio físico

40 dias sem fumar

Mais um dia vencido, mais um dia por vir...

Parar de fumar é um exercício diário, é se observar e se controlar todos os dias. Todo dia um ex-fumante tem vontade de fumar. Dizem que depois do primeiro mês, a vontade diminui, mas comigo não foi assim, a vontade de fumar não passa de jeito nenhum, apenas diminui a frequência. 

É alucinante a tal da fissura; uma vontade forte que vem lá do seu íntimo, difícil e possível de controlar. Às vezes ela me pega de surpresa... 
Por exemplo, hoje acordei com tanta vontade de fumar um cigarro que fiquei tonta quando levantei. Quando isso acontece, para evitar recaídas, eu não tomo meu cafezinho. Na verdade, parei de tomar café e outros produtos com cafeína durante todo o primeiro mês sem fumar. Só agora nos últimos dias que eu ousei tomar um café com leite pela manhã.

Para me manter firme longe do cigarro, além de controlar o consumo de cafeína, eu diminuí a ingestão do álcool. Sinto que essas atitudes me ajudaram a evitar a associação do cigarro com a cafeína e o álcool, já que minha mente já está formatada para sentir o cheiro do café e da cevada, e atiçar os receptores de nicotina sedentos e viciados.

Outro apoio que busquei para diminuir o desejo do meu organismo por nicotina foram as atividades físicas: ioga e pilates. Gente, vale muito a pena dedicar uma hora por dia do seu tempo praticando algo que faça bem para seu corpo físico. E, particularmente, para quem gosta de "unir o útil ao agradável", essas duas atividades que escolhi são perfeitas para quem também quer exercitar a mente, e ainda reaprende a respirar.
Lembrando que alguns hormônios do prazer estão mais ofertados durante a prática do exercício físico e isso ajuda a diminuir a depressão da abstinência.

É isso, não dá para mudar um hábito enraizado por anos sem querer mudar seu estilo de vida. É muito complicado! Parar de fumar envolve evitar tudo que lembra o cigarro e que pode "ativar" a fissura, pelo ao menos no primeiro mês. E, também, é extremamente importante a prática de atividade física, seja ela qual for.

E vocês, o que têm feito para lidar com a abstinência?


SÓ POR HOJE...



26 de jul. de 2014

Como parei de fumar - apoio medicamentoso

39 dias sem fumar!


Depois de muitas tentativas de parar de fumar, depois de muito fracassar... estou aqui, conseguindo ficar sem ele, sem meu maior companheiro! Sim, estou conseguindo viver sem o cigarro! Mas... como eu consegui chegar até aqui?

Eu sempre tentava parar de fumar "na tora", sem ajuda de nenhum medicamento, apenas com auxílio terapêutico, força e muita vontade. Após várias tentativas frustadas, percebi que não conseguiria sem uma ajuda a mais. Foi então que decidi usar os adesivos de nicotina e comecei pelo de fase 1 (para quem fumava mais de 10 cigarros por dia), usei por uma semana (uma caixa de adesivos vem com 7 unidades e dura exatamente este período). A bula diz que você deve utilizar esta fase do adesivo por 6 semanas, mas eu optei por não seguir a bula, senti segurança para seguir para a fase seguinte.

Então, comprei o de fase 2 e usei por mais uma semana. Nesta fase, o tamanho do adesivo é menor e contém uma menor quantidade de nicotina, para que nosso organismo vá se acostumando e adaptando a ficar sem aquela quantidade de nicotina diária. Neste momento os sintomas da abstinência já são mais notórios, principalmente aquela irritação gratuita.

Depois disso, usei o de fase 3 por mais uns quatro dias. Usei apenas por esse período porque esses adesivos dessa fase eu ganhei de uma colega blogueira que me enviou lá do Rio de Janeiro, umas sobras de quando ela ainda usava. Como o adesivo da fase 3 é muito, mas muito pequeno, quase não tem mais nicotina... fiquei com pena de comprar mais e resolvi parar de usar depois que acabou.

Como nessa encomenda dos adesivos também vieram umas pastilhas de nicotina, resolvi seguir minha luta me virando com essas pastilhas mesmo. Foram 12 pastilhas no total, depois que acabaram não comprei mais. Tenho uns cinco dias sem usá-las! Usei por alguns dias depois que parei com os adesivos, porém, não ultrapassava o número de uma pastilha ao dia, sendo que tinham dias que não usava. Quando acabaram, resolvi não comprar mais, apesar da vontade, pois fico com receio de estar enganando a mim mesma, sabe? Enquanto ainda usava esses paliativos, sentia que ainda não tinha me livrado do vício. 

Sei que dependente da nicotina serei para sempre, mas saber que estou livre desta droga é importante para me sentir forte e ter mais ainda vontade de lutar e vencer essa luta!


SÓ POR HOJE...


20 de jul. de 2014

32 dias sem fumar

Mais de um mês sem fumar...


Estou tão feliz! :)
Nem acredito que estou conseguindo...

Demorei, mas voltei! Quase um mês sem escrever no blog... provavelmente, vocês pensaram que eu sumi porque fracassei e voltei a fumar, não é mesmo? Porém isso não aconteceu... dessa vez estou firme e forte rumo ao  meu objetivo! Eu sumi porque realmente estou sem tempo para escrever, sempre tenho ideias para postagens, só que preciso de tempo. Estou tentando me organizar para dar mais atenção ao blog, afinal de contas, quero ajudar pessoas que queiram parar de fumar e que tenham as mesmas dificuldades que eu tive e ainda tenho. 

Confesso que ainda sinto muita vontade de fumar, tenho episódios fortíssimos de fissura (desejo intenso de fumar) que cada dia que passa são menores, mas que, quando surgem, são muito intensos. E o que tenho feito para controlar isso? Bem, primeiro eu bebo água, respiro fundo e começo a exercitar mentalmente os motivos que me fizeram decidir parar de fumar, lembro de tudo que passei para chegar até aqui e de todas as coisas que me incomodavam quando fumava, pois eu já não sentia mais tanto prazer fumando, quando acendia um cigarro me sentia mal, uma fracassada!

Quando a vontade é muito forte ao ponto de nada disso adiantar, eu uso uma pastilha de nicotina. Até hoje não usei mais de uma pastilha por dia e tem dia que nem uso. Às vezes passo até três dias sem usar a pastilha, enquanto que tem vezes que as uso por três dias consecutivos, mas nunca uso mais de uma pastilha por dia. Não quero me acostumar a usá-las, quero muito me livrar da nicotina e estou fazendo isso aos poucos, acho que estou indo bem. Usei os adesivos apenas nas primeiras três semanas e pronto! Venho me virando com as pastilhas...

É claro que não dá para "aguentar o tranco" só com as pastilhas... Continuo praticando ioga e pilates, bem como estimulando bons pensamentos diários, com o intuito de atrair boas energias a fim de evitar o estresse. Parar de fumar envolve mudança no estilo de vida, que não inclui apenas a prática do exercício físico, mas também o exercício mental. Por isso, tenho cuidado muito da minha mente e do meu corpo.

Além disso, estou evitando tudo que me lembre o cigarro... Há mais de um mês que não tomo meu café que tanto adoro. Passei todos os jogos da copa do mundo em casa, para evitar beber cerveja e estar entre pessoas que fumem. Depois de três semanas sem fumar, senti segurança para tomar umas duas cervejas antes de almoçar, a vontade bateu, mas aguentei firme! Por isso, sempre que posso evito ingerir álcool, é sempre bom evitar tentações...

É isso, estou sobrevivendo... 
Não está fácil, mas sou forte e vou conseguir!!!


Só por hoje...

Até breve!!!


11 de jun. de 2014

Adesivos e pastilhas de nicotina

Ontem recebi uma encomenda do Rio de Janeiro, de uma amiga blogueira Mariana Azevedo (do blog: www.adeusaomundodemarlboro.blogspot.com.br)....


Ela está sem fumar há uns três meses e conseguiu parar com a ajuda da reposição de nicotina. Hoje ela não precisa mais dessa "muleta" e resolveu doar umas pastilhas e uns adesivos de nicotina que sobraram, no intuito de incentivar-me! E eu fiquei muito feliz com isso :)
Obrigada, Mari!

Estou numa correria esses dias com uns assuntos profissionais e, por isso, ainda não tive coragem de parar de fumar, pois prefiro não me arriscar agora. Tenho receio de perder oportunidades importantes na minha vida neste momento e não me sinto segura pra aguentar os primeiros dias sem cigarro exatamente agora, pelo simples fato de que eu não consigo controlar o estresse e a falta de concentração que sinto nos primeiros dias de abstinência. 

Mas, a cada dia que passa estou mais convencida de que quero e vou parar de fumar! Semana que vem eu paro e dessa vez será pra valer! Não haverá mais nada que irá me tirar do foco e estas nicotinas terapêuticas chegaram no momento certo, pois esta semana já comecei a diminuir o número de cigarros diários. Sinto que vou conseguir!

Esses dias encontrei uma amiga companheira de soltar fumaça e não acreditei quando ela me disse que está há um mês sem fumar, isso me incentivou muito. Além disso, esses dias tenho estudado uns assuntos que só reforçam a necessidade de parar com esse vício, não quero morrer cedo, não mesmo!

A partir da semana que vem darei mais atenção ao blog, tentarei me organizar e separar um tempinho para escrever mais... Dessa vez estou firme, sei que vou conseguir vencer esse vício... até breve!!!


20 de mai. de 2014

Vou parar de fumar!

Eu vou parar de fumar! Porque não tem mais graça essa história de colocar fumaça dentro dos meus pulmões e eu quero muito parar... Querer é poder e eu vou conseguir!

É como disse minha companheira blogueira Mariana em um post dedicado à mim: "nesse game só fracassa de verdade quem para de tentar" (veja clicando aqui)... e é com a sua ajuda e a de minha nova amiga Débora (veja o blog dela aqui) que eu entrarei novamente na luta.

Eu havia dito em outro post que só iria tentar novamente em dezembro (veja aqui), mas eu decidi tentar antes disso. Isso porque mesmo fumando eu não me sinto feliz, continuo depressiva só que agora o motivo não é mais a abstinência da nicotina. A cada cigarro que acendo me sinto péssima, não apenas porque sei o mal que estou causando à minha saúde, mas porque sinto que o cigarro é mais forte do que eu. Preciso provar à mim mesma que sou mais forte que este vício, preciso dar um basta nesta história de dependência!

Como todas as outras vezes que tentei parar "na tora" não deram certo, desta vez farei diferente. Vou parar fazendo o desmame, começarei reduzindo a quantidade de cigarros fumados diariamente. E então, no dia 31 de maio, dia nacional de combate ao tabaco, e dia em que apresento o tal trabalho no congresso, fumarei meu último cigarro!

Então, dia 1º de junho colocarei o adesivo de nicotina fase 3, porque desta vez não quero passar pelos sintomas cruéis de abstinência que passei nas outras vezes. Admito minha impotência e utilizarei a bendita nicotina terapêutica.

Daqui até lá vou contando pra vocês como está sendo a redução dos cigarros diários. E vamos lá, rumo ao:



2 de mai. de 2014

5º dia sem cigarro

Esses dois últimos dias foram bem mais tranquilos do que eu imaginava. Estou tão feliz que parei de fumar e a consequência disso é que as crises de abstinência estão diminuindo. Creio que a força do pensamento seja um fator importante neste momento e, por isso, lembro sempre dos motivos que me fizeram parar de fumar e os benefícios disto em minha vida. Além disso, a atividade física está sendo fundamental para diminuir as crises, o yoga e o pilates estão me ajudado bastante a diminuir a ansiedade.

Aquela dor de cabeça insuportável que senti nos 3 primeiros dias parou, sinto apenas uma dor leve de vez em quando, que pode ser também devido à TPM, estou perto de menstruar e costumo sentir dor de cabeça nas vésperas. Outra causa desta dor de cabeça pode ser abstinência da cafeína matinal diária, pois todos os dias pela manhã eu costumava tomar 2 a 3 xícaras de café forte, mas depois que parei de fumar estou evitando a cafeína, para evitar os tais momentos de fissura comuns da abstinência.

Nestes últimos dois dias tenho sentido um leve enjoo matinal, mas que logo passa. Este enjoo pode também ser atribuído à TPM, entretanto, não posso descartar a possibilidade de ser causado pela ausência da nicotina, já que é um sintoma comum. 

Fora esses dois sintomas, não tenho sentido mais nada, até a prisão de ventre melhorou :)
É claro que eu dei uma ajudinha com uma alimentação rica em fibras para melhorar o funcionamento do intestino. Não adianta parar de fumar e não mudar os hábitos alimentares, além de inserir algum tipo de atividade física no dia-a-dia. Nosso corpo está acostumado a receber uma substância química (nicotina) a todo momento, a qual tem a capacidade de alterar o funcionamento normal do nosso corpo, portanto, é normal que com a ausência dela cause alterações fisiológicas.

E, por fim, estou muito feliz porque desta vez não estou sentindo nenhuma irritabilidade, nem estou acreditando. Para mim este era o pior sintoma da abstinência. Acho que é porque desta vez estou super decidida a parar de fumar e estou muito feliz por estar conseguindo.


29 de abr. de 2014

3º dia sem cigarro

Pensei que fosse mais fácil ultrapassar a barreira do 3º dia sem cigarro, onde o pico de abstinência da nicotina ocorre. Mas não está sendo! 

Estou sentindo uma dor insuportável e um peso enorme no lado de trás da cabeça, que só melhoram quando fico deitada. Mesmo assim resolvi ir para o yoga, já que atividade física é essencial nesta fase. Porém, esta atividade piorou muito minha dor de cabeça, tive que voltar pra casa antes de terminar a aula. Essa dor de cabeça é um dos sintomas da abstinência da nicotina, não a senti na primeira tentativa de parar de fumar. 

Além disso, estou sentindo muita tontura, que é justificada pela melhora da oxigenação do cérebro devido a ausência de monóxido de carbono. Que coisa boa! Meu corpo está reaprendendo a viver sem o cigarro e o oxigênio está alcançando o meu cérebro, isso me deixa muito feliz :)

E por último, mas não em menor importância, estou com uma terrível constipação intestinal por causa da ausência da nicotina, e isso é muito incômodo, pois não estou acostumada com prisão de ventre. Acho que 99% dos fumantes usam o cigarro ao usar o banheiro, já que o mesmo causa um relaxamento neste momento. Depois da terrível dor de cabeça, esse é o efeito da abstinência que está mais me incomodando.

No mais, não estou irritada como na primeira tentativa e a concentração está baixa, mas a sorte é que esses dias não tenho necessitado muito dela. 

Sinto que é dessa vez! Apesar dos efeitos da abstinência, não tenho vontade de fumar, quero muito largar esse vício e desta vez é para valer, vou conseguir!!!


28 de abr. de 2014

1º dia sem cigarro - 2ª tentativa

Estou de volta! E dessa vez é para valer!!!
Mais do que nunca estou decidida a não colocar mais nenhum cigarro em minha boca e dessa vez será definitivo.

Como na 1ª tentativa, escolhi uma data para esse intento, pois essa história de parar aos poucos (diminuindo a quantidade de cigarros durante o dia) para mim não dá certo, sou muito compulsiva e comigo isso não funciona. Então, escolhi uma data e um horário para fumar meu último cigarro: dia 26/04/2014, às 18hs, fumei meu último cigarro.

Escolhi esta data porque estava voltando de uma viagem maravilhosa que fiz e acredito que o ideal é escolher um momento em que a vida não esteja atribulada e que os níveis de estresse estejam mínimos. É claro que momentos estressantes sempre existirão, mas é melhor que os primeiros dias sem cigarro, que são os piores, não sejam em momentos muito estressantes.

Na verdade, ia parar no início da viagem. Mas na cidade que eu fui as pessoas fumavam muito, nunca vi tanta gente fumar como em Buenos Aires. Então, ficou muito difícil parar quando eu estava lá. Inclusive, indico aos que desejam parar de fumar que peçam ajuda aos familiares e/ou amigos que também fumam, pois fica muito complicado parar de fumar e ficar vendo fumantes ao redor bem como sentindo o cheiro de cigarro.
Durante a semana que estava lá, tentei reduzir o número de cigarros durante o dia, mas à noite era mais difícil, pois não resistia aos maravilhosos vinhos argentinos e, como todo fumante sabe, o álcool aumenta a vontade de fumar. Por isso, agora vou dar um tempo no álcool e no café preto do dia-a-dia. É essencial maneirar no consumo desses estimulantes pelo ao menos neste momento inicial, durante o primeiro mês.

Meu primeiro dia sem cigarro nesta 2ª tentativa foi bem mais tranquilo que na 1ª, não sei exatamente o motivo, já que na 1ª tentativa eu também estava numa viagem maravilhosa. Mas, o que posso dizer é que cheguei ontem de viagem e passei meu primeiro dia sem cigarro tranquilamente, sem irritabilidade e episódios depressivos, apenas com aquela constipação intestinal comum de quando paramos de fumar, devido a ausência da nicotina (que é estimulante do sistema nervoso parassimpático... pretendo fazer um post futuramente sobre os efeitos fisiológicos da nicotina para que possam entender melhor seus efeitos no nosso organismo e, consequentemente, os efeitos de sua abstinência).

Não posso deixar de levar em consideração que passei o 1º dia sem cigarro em casa e sem problemas externos relacionados ao trabalho. Talvez isso tenha ajudado em o dia não ter sido tão irritante. De qualquer forma, dessa vez vou me manter firme, não deixarei que pessoas ou momentos estressantes me façam acender um cigarro. Mais que nunca quero parar com esse vício maldito, e estou terminando o 2º dia sem cigarro firme e forte.

Escreverei aqui diariamente e partilharei das minhas experiências com vocês! Boa sorte para mim e para todos que estejam neste mesmo barco. Contem suas histórias também, isso ajudará a me manter forte neste momento, bem como ajudará outras pessoas que também acompanham este blog.


Rio de la plata (Argentina)- leve consigo meu último cigarro!

8 de abr. de 2014

Uma guerra formada por muitas batalhas

Esta semana está difícil dar início a mais uma tentativa de parar de fumar, estou muito atribulada com prazos de atividades do doutorado e está complicado passar pelos alucinantes primeiros dias sem cigarro. Disse isso em uma das minhas primeiras postagens e vou repetir, é essencial que, no mínimo, nas duas primeiras semanas a pessoa esteja num momento tranquilo de sua vida,  pois são dias muito irritantes, depressivos e de extrema falta de concentração. Na verdade, o recomendado para quem deseja parar de fumar é procurar ajuda psiquiátrica, porém, me recuso a usar medicamento. Pois, se eu quero me livrar de uma droga, porque vou usar outra? Mas, quero deixar claro que qualquer pessoa que queira parar de fumar pode pedir ajuda ao médico para minimizar os efeitos da abstinência. Já existem muitos medicamentos eficazes no tratamento do tabagismo. Inclusive, vale a pena ressaltar que, dependendo do caso, o médico solicita que o paciente tabagista diminua a carga de trabalho ou até mesmo que seja afastado temporariamente de suas atividades diárias. Infelizmente, eu não posso ter essas regalias, sou uma mera bolsista de doutorado, que tem prazos e não posso me dar ao "luxo" de pedir licença. 

Então, como sei que a luta não vai ser tão simples assim e para não desanimar nem perder a fé, resolvi me preparar psicologicamente para mais uma nova tentativa, pois desta vez não quero mais fracassar. Fui à livraria em busca de ajuda e, apesar de não gostar do gênero auto-ajuda, resolvi assumir minha fraqueza e procurei um livro que me auxiliasse nesse momento que estou vivendo. Encontrei um livro de Augusto Cury, Superando o cárcere da emoção. Já ouvi falar deste autor, ele é um psiquiatra e psicoterapeuta famoso por seus best-seller. E, em homenagem à um leitor que acompanha meu blog e que está desanimado consigo mesmo, se sentindo fracassado porque já teve várias recaídas, resolvi transcrever um trecho que li hoje neste livro e achei que se encaixa perfeitamente com este momento pós-recaída:

Para evitar os deslizes ou tornar-se uma pessoa mais forte após uma recaída, é necessária verdadeira engenharia intelectual, composta por:
1) Nunca desistir de si mesmo. Tentar sempre. Aprender a ser um agente modificador da sua história;
2) Não ter medo de suas dores e frustrações, mas trabalhá-las com dignidade;
3) Aprender a ter prazer nos pequenos momentos da vida.

Na minha opinião, o pior depois de uma recaída é voltar a acreditar em si mesmo. É difícil, mas concordo com o que esse tal de Augusto Cury escreveu, não devemos desistir de nós mesmos, precisamos ter coragem de enfrentar novamente as dificuldades de parar de fumar, sem medo de fracassar, buscando novos prazeres capazes de substituir o cigarro. Eu já comecei a fazer isso desde que o ano começou, ainda estou firme e forte no yoga e pilates. Mas, sem perder a consciência que ainda há muitas batalhas pela frente e sem perder a fé em vencer esta guerra.


5 de abr. de 2014

O dia do fracasso

Estou de volta! Após três semanas sem escrever aqui no blog, voltei com força total.
Alguém adivinha o porquê do meu sumiço? Não é difícil deduzir...

Sim, fracassei. Voltei a fumar e vou contar a vocês o que houve. 

Depois do 15º dia sem cigarro a abstinência piorou e muito, parecia que eu ia enlouquecer, é uma sensação que só quem passa entende. Por isso que escolhi parar de fumar no carnaval, pois estava numa viagem maravilhosa e com pessoas queridas. Porém, infelizmente, após o 15º dia eu precisava voltar às minhas atividades diárias e à minha rotina. Precisava escrever um artigo científico, tinha prazo para entregar e não podia mais adiar, foi então que a coisa desandou, a tentativa de parar de fumar foi frustrada.

É impressionante como a abstinência da nicotina afeta a capacidade de concentração e raciocínio do indivíduo (isso é fisiologicamente explicável) simplesmente eu não conseguia produzir, não tinha concentração e muito menos motivação para escrever, já que nessa fase da abstinência temos episódios depressivos (devido a ausência dos hormônios responsáveis pelo prazer que a nicotina estimula a produção). 

Foi neste momento que fracassei e imediatamente fui comprar uma carteira de cigarro. E é com muita vergonha que admito isso. Sim, eu fracassei. Mas isto não impede que eu tente novamente. Vou parar de fumar! E conto com a ajuda deste blog para alcançar minha meta. Hoje comprei meu último maço de cigarros e, desta vez, será o último mesmo! 

E para encerrar este post, deixo um link de uma música do eterno Raul Seixas, que combina exatamente com este momento: http://www.vagalume.com.br/raul-seixas/tente-outra-vez.html

"Tente outra vez"
Veja
Não diga que a canção está perdida
Tenha fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez

Beba
Pois a água viva ainda está na fonte
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou, não não não não

Tente
Levante sua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça aguenta se você parar, 
não não não não
Há uma voz que canta, 
uma voz que dança, 
uma voz que gira
Bailando no ar

Queira
Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo, vai
Tente outra vez

Tente
E não diga que a vitória está perdida
Se é de batalhas que se vive a vida
Tente outra vez

17 de mar. de 2014

15º dia sem cigarro

Definitivamente,  até agora este foi o pior dia de todos!

Acordei muito agitada e com uma vontade louca de voltar a fumar. Sabe aquele dia em que você cansa de ter forças e sente saudade daquela vida "tranquila" que você tinha quando fumava? Foi isso que aconteceu. Passei o dia com saudade do cigarro e por pouco, mas por muito pouco mesmo não fui na padaria aqui do lado da minha casa comprar um maço de cigarros. A sensação que eu tinha é que só assim eu conseguiria voltar a produzir, pois desde que parei de fumar não consigo fazer mais nada que exija concentração e raciocínio. 

Para aliviar essa angústia, comecei a escrever no blog e contar como tudo começou.
Ao longo do dia, a angústia foi piorando e, pela primeira vez nesses 15 dias sem cigarro, tive uma das tais crises depressivas que acompanham a abstinência da nicotina. Passei uma hora chorando sem parar, achando que não conseguiria viver sem o cigarro e que não ia conseguir passar por esse momento. Muito ruim essa sensação de tristeza sem um motivo aparente. Deu pra sentir como sofre um paciente com depressão, é uma tristeza profunda e inexplicável. Só quem já sentiu é capaz de entender.
E o que eu fiz para passar essa tristeza? Escrevi no blog... 

E assim acabou mais um dia sem cigarro...



2ª semana sem cigarro

O bupropiona terminou e agora? Não tenho receita médica para comprá-lo, o que fazer? Começo a usar o adesivo de nicotina? Mas logo agora que já estou sem nicotina há tantos dias... decidi não usar!

Nos 3 primeiros dias sem bupropiona não senti diferença em relação a quando estava usando. Voltei a fazer minhas atividades físicas diárias de yoga,  pilates e musculação. Continuei me alimentando bem, ingerindo apenas alimentos saudáveis, incluindo na dieta sucos verdes desintoxicantes, acrescentando agrião em todos os sucos que eu fazia, visto que este vegetal é excelente para o sistema respiratório, importante para quem pretende parar de fumar. Neste momento, comecei a me sentir melhor... mas não posso esquecer que nestes dias não precisei sair de casa, portanto, evitei estresses do dia-a-dia. Conversei com minha orientadora do doutorado, que foi compreensiva e permitiu que eu trabalhasse em casa. Então, nesta segunda semana sem o cigarro, só saí de casa para a academia, para ir ao supermercado e para ir à psicóloga (comecei a terapia assim que decidi parar de fumar, há quase um ano).

Então, quando cheguei no 11º dia sem cigarro o "bicho começou a pegar". E desde então estou passando os piores dias da minha vida (pelo ao menos é essa a sensação da abstinência). Foi então que decidi pedir ajuda ao google e comecei a procurar depoimentos de ex-fumantes, em busca de força. Acabei decidindo escrever sobre o que estou passando e dividir com outras pessoas as angústias deste momento. Posso dizer com total convicção que se não fosse esta válvula de escape, ou seja, se não fosse este blog, teria voltado a fumar no final desta 2ª semana.

E no meu 14º dia sem fumar, comecei a escrever neste blog para aliviar... e assim terminou minha 2ª semana sem cigarro...


1ª semana sem cigarro

No meu 2º dia sem cigarro, tomei um comprimido de bupropiona logo quando acordei. Queria tomar meu cafezinho preto matinal que adoro sem sentir aquela vontade louca de fumar depois, seria possível? Que nada... é claro que senti vontade de acender um cigarro depois do café, faço isso há mais de uma década, como não sentiria vontade? O hábito de fumar após o café é uma das sensações mais prazerosas que um fumante experimenta na vida. Mas consegui resisti, não fumei...
Passei o dia todo mentalizando o bem que estava fazendo ao meu corpo e relembrando todos os motivos que me fizeram parar de fumar. Tentei sentir minha respiração e pensar o quão estava fazendo bem ao meu pulmão parando de fumar.

Mesmo assim, toda hora lembrava do cigarro. Até porque um dos meus companheiros de viagem fumava um cigarro atrás do outro e aquilo me instigava a todo momento. Mas, fui forte e resisti ao meu 2º e 3º dias sem cigarro...

Foi então que o carnaval acabou e retornei para casa no meu 4º dia sem cigarro. Ainda estava tomando bupropiona todos os dias quando acordava. Mas agora não havia mais o sossego do passeio e eu precisava voltar ao trabalho. Havia separado os dias posteriores ao carnaval para adiantar trabalhos que eu poderia fazer em casa, sem precisar ter contato com pessoas na minha primeira semana sem cigarro, já que nos primeiros dias de abstinência são de extrema irritabilidade. Entretanto, não conseguia me concentrar no trabalho de maneira nenhuma. Precisava ler alguns artigos, pois estou no meu último ano de doutorado e preciso escrever um artigo urgentemente. Isso me deixou extremamente irritada e por pouco não voltei a fumar. Lembrei do quão difícil foram suportar as primeiras 72hs sem cigarro e não queria fraquejar.

E assim terminou minha 1ª semana sem cigarro...


1º dia sem cigarro

Um mês após o início do yoga, pilates e musculação (em outro post explicarei porque escolhi estas três atividades físicas para ajudar no tratamento), senti então que era o momento de largar de vez o cigarro. E escolhi uma data  não muito convidativa para este intento: 1º dia de Carnaval! Não, eu não sou maluca, entenda o porquê...

Como já disse em outras postagens, há quase um ano eu tento parar de fumar e sempre retorno no 5º dia de abstinência. Por isso, resolvi pesquisar mais sobre o tabagismo, seu tratamento e os adjuvantes que auxiliam no período mais crítico da abstinência, que são os primeiros 15 dias. E uma das indicações é que o fumante deve escolher um momento em que esteja longe do estresse do dia-a-dia, para evitar que alguma contrariedade faça-o fraquejar. Por isso escolhi o carnaval, viajei para uma praia belíssima aqui no interior da Bahia e escolhi o 1º dia de carnaval para fumar meu último cigarro (01/03/14). 

No 1º dia sem cigarro fiquei simplesmente alucinada, totalmente sem paciência. E olha que eu estava num lugar paradisíaco, longe dos problemas e na companhia de pessoas muito queridas (meu namorado e de um casal de amigos). Mas, mesmo assim estava irritada, me irritei com a trilha que demorava de chegar, com as praias que estavam lotadas, com a chuva fora de hora, definitivamente é insuportável o primeiro dia sem nicotina!
Antes de eu viajar, uma amiga minha havia me dado uns comprimidos de Bupropiona que haviam sobrado de uma época que ela precisou usar. Este medicamento é um antidepressivo indicado no tratamento do tabagismo e ela me disse que um amigo dela conseguiu parar de fumar com este medicamento. Entretanto, apesar de eu ser farmacêutica, não gosto de tomar medicamentos com ação no sistema nervoso central (os famosos "tarja preta"), devido ao potencial dessas drogas em causar dependência química. Por isso, como nunca na minha vida tomei um ansiolítico ou mesmo um antidepressivo, queria parar de fumar sem usar nenhuma outra droga para substituir a nicotina. Entretanto, vi que não sou tão forte assim.

Então, depois de me irritar com tudo, e antes que eu brigasse com meus companheiros de viagem, resolvi tomar um comprimido de bupropiona e em meia hora me senti melhor. A verdade é que não sei se foi efeito psicológico, já que este medicamento deve começar a ser ingerido 15 dias antes de parar de fumar. Só sei que me senti melhor, apesar de lembrar do cigarro o tempo inteiro.

E assim terminou meu 1º dia sem cigarro...


     Itacaré/BA, onde passei meu Carnaval...     






16 de mar. de 2014

Mudança no estilo de vida

Comecei este ano decidida a apagar de vez o cigarro da minha vida. 


E para alcançar esta meta, resolvi mudar meu estilo de vida! 
Todos nós sabemos que para ter uma vida saudável devemos adotar dois hábitos fundamentais (se quiser saber mais, clique aqui): 

 Alimentação saudável + atividade física



E foi isso que eu fiz! Há dois meses entrei na academia e comecei a ingerir alimentos saudáveis, afim de diminuir os prejuízos causados por esses 15 anos de tabagismo. 
Posso dizer com total segurança que isso ajudou muito para que eu desse o pontapé inicial para abandonar o cigarro. É extremamente importante inserir esses hábitos no dia-a-dia de quem quer parar de fumar.

Primeiro, quando começamos a praticar atividade física, percebemos o quão prejudicial é o cigarro para nosso corpo, pois logo percebemos que a nossa capacidade respiratória está reduzida. Além disso, a atividade física ajuda a repor os níveis dos hormônios responsáveis pelo prazer, que estão reduzidos devido a ausência da nicotina. Por isso, hoje pratico yoga, pilates e musculação, e tento ir todos os dias na academia para liberar o estresse deste momento inicial da abstinência.

Por outro lado, mudei completamente minha alimentação. Inseri uma grande variedade de frutas, verduras, leguminosas e cereais em minha dieta diária. E esta atitude é essencial para quem almeja parar de fumar. Isso porque estes alimentos são importantes fontes de vitaminas necessárias para a proteção contra doenças causadas pelo tabagismo.
Além do mais, uma consequência do abandono do tabaco é o aumento de peso, já que o indivíduo recupera o cheiro e o sabor dos alimentos, e também passa a descontar na comida a ansiedade aumentada devido a ausência da nicotina. Além disso, um dos efeitos da nicotina é reduzir o apetite, portanto, a falta dela irá fazer com que o indivíduo coma mais. Por isso, é essencial inserir uma alimentação saudável e balanceada neste período de abstinência.

Um mês após adotar estes dois novos hábitos em minha vida, me senti segura para enfim: PARAR DE FUMAR! E então, no dia 1º de março, em pleno sábado de Carnaval, fumei meu último cigarro. E, na próxima postagem, falarei o que passei na primeira semana de abstinência e o medicamento que utilizei para ajudar nos primeiros dias...


Como parar de fumar?


 Ilustração extraída da página do facebook: Diário do ex-fumante 

https://www.facebook.com/pages/Di%C3%A1rio-do-Ex-Fumante/296757267011628?fref=ts
               
Após a decisão de parar de fumar, surge a pergunta: O que vou fazer para abandonar o cigarro se o hábito de fumar já faz parte da minha vida e o cigarro é meu companheiro há tanto tempo? Acredito que esta seja a indaga da maioria dos fumantes.

A primeira vez que tentei parar foi "na tora". Mesmo sabendo que sou dependente química da nicotina há 15 anos, achava que na hora que realmente decidisse parar, iria conseguir. Doce ilusão...
Logo após meu aniversário de 30 anos, realizei minha 1ª tentativa de parar de fumar e não consegui ultrapassar 5 dias sem cigarro. Passei estes 5 dias enlouquecida de tanta ansiedade e no 5º dia cheguei na sala de aula tão estressada que quase matei meus alunos. Então, saí da faculdade e fui imediatamente comprar cigarro, antes que eu perdesse meu emprego.

A 2ª tentativa foi logo após a 1ª infecção na garganta que tive (das 4 que tive em menos de 1 ano). Passei 5 dias estressada e improdutiva, e simplesmente precisava trabalhar e preparar aulas, mas não conseguia. Por qual motivo? Concentração zero e total dispersão. Resultado: voltei a fumar!

Na 3ª tentativa, admiti minha impotência e resolvi buscar as alternativas existentes no mercado para o tratamento do tabagismo. Comecei pelo emplastro (adesivo) de nicotina, comprei aquele da fase 1, para quem fuma mais de 10 cigarros por dia. Sinceramente, não vi nenhuma diferença e voltei a fumar novamente no 5º dia. E assim foram as outras duas vezes seguintes que tentei largar o cigarro, quando minha garganta inflamava eu tentava parar, colocava o adesivo e no 5º dia sem cigarro, eu voltava a fumar...

Foi então que eu percebi que para abandonar o tabaco, eu teria que mudar meu estilo de vida, já que fumar um cigarrinho é um hábito que faz parte do dia-a-dia do fumante, faz parte de todos os momentos de sua vida. Isto quer dizer que não havia como deixar o cigarro sem mudar meus hábitos diários.
Após chegar à esta conclusão, realizei mais uma tentativa de parar de fumar, na qual hoje completo 15 dias sem cigarro. Falarei sobre isso na próxima postagem...