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17 de nov. de 2014

5 meses sem fumar

Após 3 meses ausente, eis que reapareci...

Parei de escrever no blog porque enjoei de falar do cigarro. Acho que todo mundo que pára de fumar depois de um tempo cansa de se lamentar, principalmente depois que passa aquela abstinência pesada e sofrida. Sim, depois de um tempo aquele sofrimento todo passa e você não pensa mais no cigarro a cada 10 min.

Mas se engana quem acha que o ex-fumante não lembra mais do cigarro. Apenas as lembranças aparecem em um intervalo de tempo maior. Você não lembra mais dele toda vez que termina uma refeição ou que toma um cafezinho, porém, isso não quer dizer que nunca mais lembra dele nestes momentos ou em outros. Lembra sim!

Nas duas últimas semanas eu sonhei com o cigarro quase todos os dias. Nos sonhos (para não dizer pesadelos), eu fumava um cigarro e me recriminava por isso, ficava arrasada por ter fracassado. Não sei o porquê da vontade apertar tanto nesses últimos dias, mas o fato é que tenho sobrevivido.

Quem leu todos as postagens deste blog deve saber como foi difícil eu conseguir parar de fumar, tudo que passei para hoje estar comemorando esses 5 meses sem cigarro. Estou muito feliz por estar vencendo cada dia uma luta, mas confesso que acabei trocando um vício por outro.

No início, o que diminuiu minha ansiedade e ajudou a me manter longe do cigarro foi o yoga. Depois, conheci o acroyoga, que acrescenta movimentos acrobáticos ao yoga, desafiando quem o pratica e desenvolvendo o sentimento de superação, "prato cheio" para quem parou de fumar, não é mesmo?

Acabei viciando nisso e hoje estou tentando encontrar o equilíbrio, pois, tudo demais é sobra! Talvez seja por isso que tenho me lembrado tanto do cigarro, a vontade de fumar tem apertado muito, a vontade de jogar tudo para o alto e voltar à minha vida de antes, gostava tanto dela. 

Hoje, o que mais sinto falta no cigarro é a companhia para estudar e escrever, aquele cinzeiro em cima da mesa, aquele cigarro para pensar acho que nunca vou esquecer. É claro que também sinto falta dele quando tomo uma cerveja e quando estou na entediante tarefa de esperar, naquele tempo ocioso.

Mas nada disso me faz ter coragem de acender um cigarro. Quando lembro tudo que passei para chegar até aqui, de todo o dinheiro que já gastei com tratamento odontológico por causa da nicotina, de tudo que já conquistei depois desses 5 meses sem inalar fumaça para meus lindos pulmões... simplesmente não tenho coragem de fumar... só não sei até quando conseguirei...


SÓ POR HOJE!!!



18 de ago. de 2014

Pastilhas mastigáveis de nicotina

62 dias sem fumar

Essas foram as gomas de mascar que encontrei na farmácia:


Vim aqui contar para vocês como foi a minha experiência com elas!

Vamos por partes...
Cheguei na farmácia e pedi uma cartela de pastilhas de nicotina, igual a que usei no primeiro mês (veja aqui), pois não queria comprar muitas pastilhas para não me habituar a usar nicotina terapêutica todos os dias. Porém, não encontrei as pastilhas em nenhuma das três farmácias próximas à minha casa. Só encontrei essa caixa de chicletes com 30 unidades e o jeito foi levá-la mesmo! Estou decidida a usar apenas um chiclete por dia e quando realmente a abstinência estiver violenta.

A bula contém todas as instruções de uso... mastigar o chiclete e depois repousá-lo dentro da boca, para que a nicotina seja absorvida pela mucosa bucal. Fiz exatamente como indicado e, após 25 minutos, senti muito enjôo, muito mesmo. Corri para minha caixa de medicamentos e tomei um pasil (antiemético usado para aliviar náuseas). Após um período de aproximadamente uma hora melhorei. Ufa, que sufoco! 

Depois disso a primeira coisa que pensei foi no péssimo investimento que havia feito, pois essa caixa custou 47 reais e ainda tinham mais 29 chicletes, o que iria fazer com eles?
Por outro lado, pensei que no final das contas a vontade de fumar havia passado, já que passei o resto do dia meio enjoada e não passava pela minha cabeça fumar (será que se eu fumasse um cigarro eu também sentiria essa náusea? Creio que sim, pois meu corpo já estava limpo de nicotina).

Foi então que pensei numa tática para usar os chicletes até a caixa terminar!
Resolvi tomar um plasil meia hora antes de usar os chicletes, assim evitaria o sintoma do enjoo.
E funcionou? Mais ou menos... senti menos náusea, mas senti! De qualquer maneira, consegui suprir momentaneamente o desejo por fumar.

Ah, se vocês observarem as informações na caixa desse medicamento, esses chicletes prometem ajudar no clareamento dos dentes, não é tentador? Vamos ver...

Em breve, conto mais impressões que eu tive dessas pastilhas mastigáveis!!!


SÓ POR HOJE...



17 de ago. de 2014

O dia da espera

2 meses sem fumar

Os meus últimos dias foram assim:


Estressante e altamente convidativo.

Fiquei completamente louca pra fumar.

Sabe aqueles dias em que temos milhões de coisas para fazer? Atividades burocráticas, chatas e que não podemos adiar... assim foi minha semana!

Todo fumante sabe que um dos momentos mais difíceis de suportar a abstinência é num momento em que temos que esperar algo, seja lá o que for... ainda mais quando essa espera significa tempo ocioso, como ficar sentada esperando várias pessoas serem atendidas antes de você.

Essa semana foi assim para mim, a vontade de ir lá fora fumar um cigarrinho foi grande, não foi fácil resistir. Pensei várias vezes em testar meus limites e comprar uma unidade de cigarro, tinham vários ambulantes na porta vendendo, em praticamente todos os lugares que fui nestes últimos dias.

E como eu consegui resistir? Ah, pensava em como foi difícil os primeiros dias sem cigarro e em tudo o que conquistei depois que parei de fumar. Respirava fundo e mentalizava que aquela sensação ia passar, que aquela necessidade profunda da nicotina para diminuir a ansiedade momentânea da espera, isso tudo ia acabar.

Depois de tudo isso, depois de 2 meses sem fumar e mais de um mês sem nicotina terapêutica, hoje resolvi comprar chicletes de nicotina. Sim, admito que estou por um triz e para não cair na tentação, resolvi alimentar a abstinência e usar a minha muleta. Pelo ao menos até que eu me sinta mais forte para seguir na luta sem ela.


SÓ POR HOJE...


28 de jul. de 2014

Como parei de fumar - convite aos leitores

Olá pessoal, estou aqui para convidá-los a relatarem um pouco da história de vocês com o cigarro.

Se alguém tiver interesse em escrever um post aqui no blog, relatando suas experiências com o cigarro, quando começou a fumar, há quanto tempo parou, as dificuldades que têm vivido, ou qualquer outra coisa relacionado ao tema, é só deixar seu e-mail aqui nos comentários que entro em contato logo em seguida.

Gostaria de interagir mais com os leitores do blog e trocar experiências.

Comecei a escrever no blog, dentre outros motivos, para desabafar minhas percepções e sensações desde que decidi parar de fumar, mas também sinto vontade de ler histórias e relatos de ex-fumantes e pessoas que estão na mesma situação que eu, por isso, resolvi criar esse espaço para vocês!


27 de jul. de 2014

Como parei de fumar - apoio físico

40 dias sem fumar

Mais um dia vencido, mais um dia por vir...

Parar de fumar é um exercício diário, é se observar e se controlar todos os dias. Todo dia um ex-fumante tem vontade de fumar. Dizem que depois do primeiro mês, a vontade diminui, mas comigo não foi assim, a vontade de fumar não passa de jeito nenhum, apenas diminui a frequência. 

É alucinante a tal da fissura; uma vontade forte que vem lá do seu íntimo, difícil e possível de controlar. Às vezes ela me pega de surpresa... 
Por exemplo, hoje acordei com tanta vontade de fumar um cigarro que fiquei tonta quando levantei. Quando isso acontece, para evitar recaídas, eu não tomo meu cafezinho. Na verdade, parei de tomar café e outros produtos com cafeína durante todo o primeiro mês sem fumar. Só agora nos últimos dias que eu ousei tomar um café com leite pela manhã.

Para me manter firme longe do cigarro, além de controlar o consumo de cafeína, eu diminuí a ingestão do álcool. Sinto que essas atitudes me ajudaram a evitar a associação do cigarro com a cafeína e o álcool, já que minha mente já está formatada para sentir o cheiro do café e da cevada, e atiçar os receptores de nicotina sedentos e viciados.

Outro apoio que busquei para diminuir o desejo do meu organismo por nicotina foram as atividades físicas: ioga e pilates. Gente, vale muito a pena dedicar uma hora por dia do seu tempo praticando algo que faça bem para seu corpo físico. E, particularmente, para quem gosta de "unir o útil ao agradável", essas duas atividades que escolhi são perfeitas para quem também quer exercitar a mente, e ainda reaprende a respirar.
Lembrando que alguns hormônios do prazer estão mais ofertados durante a prática do exercício físico e isso ajuda a diminuir a depressão da abstinência.

É isso, não dá para mudar um hábito enraizado por anos sem querer mudar seu estilo de vida. É muito complicado! Parar de fumar envolve evitar tudo que lembra o cigarro e que pode "ativar" a fissura, pelo ao menos no primeiro mês. E, também, é extremamente importante a prática de atividade física, seja ela qual for.

E vocês, o que têm feito para lidar com a abstinência?


SÓ POR HOJE...



25 de jul. de 2014

E a luta continua...

 38 dias sem fumar!

E quem disse que não sinto mais vontade de fumar?


Todos os dias tenho episódios de fissura pelo cigarro, não está fácil... 
As pastilhas de nicotina acabaram há uns dias e não quis mais comprar... 

Fui novamente ao dentista e tive notícias terríveis, tenho até vergonha de comentar... ah, como me arrependo de ter fumado! Olho meus dentes no espelho e vejo a burrice que fiz. Acho até que é isso que tem me mantido longe do cigarro... a preocupação com meus dentes, medo de perdê-los!

Vontade de fumar eu sinto todos os dias, sinceramente!

Mas estou tão bem sem ele (talvez nem tanto assim)... firme em meu objetivo e tentando me manter longe dele todos os dias... 


SÓ POR HOJE...



26 de jun. de 2014

Como é chato ir ao dentista!

9 dias sem fumar

Hã, estou há 9 dias sem fumar, nem estou acreditando!


Comecei a usar o adesivo de nicotina fase 2, usei o fase 1 nos 8 primeiros dias e parei de usá-lo por conta própria. Resolvi acelerar o processo, pois estou me sentindo bem, decidida e forte para me manter longe do cigarro sem o adesivo. Por isso, decidi pular logo para a fase 2, cuja quantidade de nicotina é menor.
Até agora não notei diferença, os efeitos da abstinência continuam sendo mínimos ... me sinto bem! E assim, vou vivendo...

Hoje fiz uma coisa muita chata... fui ao dentista! Toda vez que vou tenho vergonha de abrir a boca, pois é sempre o mesmo falatório sobre meus dentes e aquele sermão para deixar de fumar. Dessa vez a diferença é que pude dizer que parei de fumar, toda orgulhosa! E voltei pra casa feliz... pelas manchas de cigarros removidas dos meus dentes :)

Sei que tenho aparecido pouco no blog e o motivo disso é que estou meio de saco cheio de falar sobre cigarro, estou tão bem vivendo sem ele, que nem tenho mais vontade de falar disso. Na verdade, eu queria mesmo era esquecer que um dia fumei...
Por isso que estou sumida daqui. Eu fico esperando a vontade de falar no cigarro aparecer e quando ela chega, venho aqui dar notícias pra vocês.

Mas, o pior está por vir... os tais 15 dias iniciais ainda não passaram, eles são minha "prova de fogo"... 
Todas as vezes que fracassei foram lá pelo 16º dia... Só depois que eu passar por este dia, saberei se realmente estou forte!

Só por hoje...


14 de jun. de 2014

Copa do mundo x Cigarro?!!

Foi numa copa do mundo que pela primeira vez tive vontade de fumar, aos 11 anos, copa de 1994, quando o Brasil foi tetracampeão. Passei todos os jogos com vários adultos ao meu redor, fumando e bebendo muito. Desde essa época eu já tinha vontade de experimentar um cigarro. Mas não passou da vontade!

A minha primeira copa fumando foi a de 98, tinha 15 anos e fumava escondido aqueles cigarros mentolados. Como todos fumavam, ninguém sentia o cheiro, ficava fácil fumar escondido. De lá pra cá foram 4 copas como fumantes, quero que esta copa de 2014 seja minha 5ª e última copa como fumante.

Preciso me redescobrir, ou mesmo lembrar um pouco de quem eu era antes de ser fumante. Ocupar os espaços que o cigarro deixa e seguir em frente!

Como diz minha amiga Mari, do blog:
www.adeusaomundodemarlboro.blogspot.com.br
"Caiu, levanta! Fraco é quem não tenta."

E em agradecimento à minha amiga Débora, do blog:
www.cantinhoparanoico.blogspot.com.br
Ela que resgatou minha paixão por minhas unhas, com seus posts sobre unhas, eu ia em seu blog ver suas histórias e crises de abstinência da nicotina, e lá encontrava esmaltes. Relembrei o quanto amo as minhas unhas e estou tentando mantê-las bonitas e bem cuidadas.


E ainda fiz uma homenagem à Copa do Mundo!

Queria que soubessem que para mim, uma das melhores coisas de ter esse blog, é ter o apoio, o carinho e a atenção de vocês (Mari e Débora).

Vou à luta, estou com meu último maço de cigarros na mesa, aqui ao lado do pc. Depois que acabar esse, não comprarei mais, seguirei em frente, de cabeça erguida. Dessa vez com uma ajudinha da farmácia :)

Está chegando a hora, é agora!!!


20 de mai. de 2014

Vou parar de fumar!

Eu vou parar de fumar! Porque não tem mais graça essa história de colocar fumaça dentro dos meus pulmões e eu quero muito parar... Querer é poder e eu vou conseguir!

É como disse minha companheira blogueira Mariana em um post dedicado à mim: "nesse game só fracassa de verdade quem para de tentar" (veja clicando aqui)... e é com a sua ajuda e a de minha nova amiga Débora (veja o blog dela aqui) que eu entrarei novamente na luta.

Eu havia dito em outro post que só iria tentar novamente em dezembro (veja aqui), mas eu decidi tentar antes disso. Isso porque mesmo fumando eu não me sinto feliz, continuo depressiva só que agora o motivo não é mais a abstinência da nicotina. A cada cigarro que acendo me sinto péssima, não apenas porque sei o mal que estou causando à minha saúde, mas porque sinto que o cigarro é mais forte do que eu. Preciso provar à mim mesma que sou mais forte que este vício, preciso dar um basta nesta história de dependência!

Como todas as outras vezes que tentei parar "na tora" não deram certo, desta vez farei diferente. Vou parar fazendo o desmame, começarei reduzindo a quantidade de cigarros fumados diariamente. E então, no dia 31 de maio, dia nacional de combate ao tabaco, e dia em que apresento o tal trabalho no congresso, fumarei meu último cigarro!

Então, dia 1º de junho colocarei o adesivo de nicotina fase 3, porque desta vez não quero passar pelos sintomas cruéis de abstinência que passei nas outras vezes. Admito minha impotência e utilizarei a bendita nicotina terapêutica.

Daqui até lá vou contando pra vocês como está sendo a redução dos cigarros diários. E vamos lá, rumo ao:



5 de mai. de 2014

Sonhar fumando

Gente, quem já sonhou fumando? Nas duas últimas noites sonhei fumando um cigarro e soltando aquela fumacinha deliciosa... ô que saudade! 


Os dias estão passando e a abstinência está piorando, estou cada dia mais alucinada. No meu 8º dia sem cigarro achei que poderia tomar uma cervejinha de leve enquanto fazia o jantar de sábado à noite (antes quando eu ia cozinhar eu fumava um atrás do outro), tomei apenas duas long necks e foi o suficiente para dar aquela fissura pela nicotina. Foi aí que eu percebi que ainda não estou preparada para ingerir álcool neste período de abstinência. Ainda bem que eu não estava no bar, em casa fica mais fácil controlar a vontade, já que não tem ninguém fumando do meu lado e nem tenho cigarro. Foi difícil, posso dizer angustiante, mas passou! 

Está cada vez mais difícil lidar com os efeitos da abstinência. Nestes dois últimos dias (8º e 9º dias sem fumar) o que tem mais me incomodado é a sonolência, que sono é esse hein? Pior que estou evitando a cafeína, aí está mais difícil ainda controlá-lo. Sem falar na tontura, desde o primeiro dia sem cigarro que sinto, principalmente nos horários que mais gostava de fumar, pela manhã quando acordo e quando estou escrevendo. De vez em quando a fissura bate com tanta força que sinto um aperto no peito parecendo que vai me sufocar. E a concentração? É muito difícil manter o foco de leitura e o pensamento constante. Não está fácil, não mesmo. 

É por isso que estou sonhando com o cigarro nos últimos dias e, sinceramente, não acho ruim... pelo ao menos no sonho mato minha vontade de inspirar e expirar uma fumacinha, pelo ao menos no mundo dos sonhos sacio meu desejo pela nicotina. Contanto que ela não saia de lá!

2 de mai. de 2014

5º dia sem cigarro

Esses dois últimos dias foram bem mais tranquilos do que eu imaginava. Estou tão feliz que parei de fumar e a consequência disso é que as crises de abstinência estão diminuindo. Creio que a força do pensamento seja um fator importante neste momento e, por isso, lembro sempre dos motivos que me fizeram parar de fumar e os benefícios disto em minha vida. Além disso, a atividade física está sendo fundamental para diminuir as crises, o yoga e o pilates estão me ajudado bastante a diminuir a ansiedade.

Aquela dor de cabeça insuportável que senti nos 3 primeiros dias parou, sinto apenas uma dor leve de vez em quando, que pode ser também devido à TPM, estou perto de menstruar e costumo sentir dor de cabeça nas vésperas. Outra causa desta dor de cabeça pode ser abstinência da cafeína matinal diária, pois todos os dias pela manhã eu costumava tomar 2 a 3 xícaras de café forte, mas depois que parei de fumar estou evitando a cafeína, para evitar os tais momentos de fissura comuns da abstinência.

Nestes últimos dois dias tenho sentido um leve enjoo matinal, mas que logo passa. Este enjoo pode também ser atribuído à TPM, entretanto, não posso descartar a possibilidade de ser causado pela ausência da nicotina, já que é um sintoma comum. 

Fora esses dois sintomas, não tenho sentido mais nada, até a prisão de ventre melhorou :)
É claro que eu dei uma ajudinha com uma alimentação rica em fibras para melhorar o funcionamento do intestino. Não adianta parar de fumar e não mudar os hábitos alimentares, além de inserir algum tipo de atividade física no dia-a-dia. Nosso corpo está acostumado a receber uma substância química (nicotina) a todo momento, a qual tem a capacidade de alterar o funcionamento normal do nosso corpo, portanto, é normal que com a ausência dela cause alterações fisiológicas.

E, por fim, estou muito feliz porque desta vez não estou sentindo nenhuma irritabilidade, nem estou acreditando. Para mim este era o pior sintoma da abstinência. Acho que é porque desta vez estou super decidida a parar de fumar e estou muito feliz por estar conseguindo.


29 de abr. de 2014

3º dia sem cigarro

Pensei que fosse mais fácil ultrapassar a barreira do 3º dia sem cigarro, onde o pico de abstinência da nicotina ocorre. Mas não está sendo! 

Estou sentindo uma dor insuportável e um peso enorme no lado de trás da cabeça, que só melhoram quando fico deitada. Mesmo assim resolvi ir para o yoga, já que atividade física é essencial nesta fase. Porém, esta atividade piorou muito minha dor de cabeça, tive que voltar pra casa antes de terminar a aula. Essa dor de cabeça é um dos sintomas da abstinência da nicotina, não a senti na primeira tentativa de parar de fumar. 

Além disso, estou sentindo muita tontura, que é justificada pela melhora da oxigenação do cérebro devido a ausência de monóxido de carbono. Que coisa boa! Meu corpo está reaprendendo a viver sem o cigarro e o oxigênio está alcançando o meu cérebro, isso me deixa muito feliz :)

E por último, mas não em menor importância, estou com uma terrível constipação intestinal por causa da ausência da nicotina, e isso é muito incômodo, pois não estou acostumada com prisão de ventre. Acho que 99% dos fumantes usam o cigarro ao usar o banheiro, já que o mesmo causa um relaxamento neste momento. Depois da terrível dor de cabeça, esse é o efeito da abstinência que está mais me incomodando.

No mais, não estou irritada como na primeira tentativa e a concentração está baixa, mas a sorte é que esses dias não tenho necessitado muito dela. 

Sinto que é dessa vez! Apesar dos efeitos da abstinência, não tenho vontade de fumar, quero muito largar esse vício e desta vez é para valer, vou conseguir!!!


28 de abr. de 2014

1º dia sem cigarro - 2ª tentativa

Estou de volta! E dessa vez é para valer!!!
Mais do que nunca estou decidida a não colocar mais nenhum cigarro em minha boca e dessa vez será definitivo.

Como na 1ª tentativa, escolhi uma data para esse intento, pois essa história de parar aos poucos (diminuindo a quantidade de cigarros durante o dia) para mim não dá certo, sou muito compulsiva e comigo isso não funciona. Então, escolhi uma data e um horário para fumar meu último cigarro: dia 26/04/2014, às 18hs, fumei meu último cigarro.

Escolhi esta data porque estava voltando de uma viagem maravilhosa que fiz e acredito que o ideal é escolher um momento em que a vida não esteja atribulada e que os níveis de estresse estejam mínimos. É claro que momentos estressantes sempre existirão, mas é melhor que os primeiros dias sem cigarro, que são os piores, não sejam em momentos muito estressantes.

Na verdade, ia parar no início da viagem. Mas na cidade que eu fui as pessoas fumavam muito, nunca vi tanta gente fumar como em Buenos Aires. Então, ficou muito difícil parar quando eu estava lá. Inclusive, indico aos que desejam parar de fumar que peçam ajuda aos familiares e/ou amigos que também fumam, pois fica muito complicado parar de fumar e ficar vendo fumantes ao redor bem como sentindo o cheiro de cigarro.
Durante a semana que estava lá, tentei reduzir o número de cigarros durante o dia, mas à noite era mais difícil, pois não resistia aos maravilhosos vinhos argentinos e, como todo fumante sabe, o álcool aumenta a vontade de fumar. Por isso, agora vou dar um tempo no álcool e no café preto do dia-a-dia. É essencial maneirar no consumo desses estimulantes pelo ao menos neste momento inicial, durante o primeiro mês.

Meu primeiro dia sem cigarro nesta 2ª tentativa foi bem mais tranquilo que na 1ª, não sei exatamente o motivo, já que na 1ª tentativa eu também estava numa viagem maravilhosa. Mas, o que posso dizer é que cheguei ontem de viagem e passei meu primeiro dia sem cigarro tranquilamente, sem irritabilidade e episódios depressivos, apenas com aquela constipação intestinal comum de quando paramos de fumar, devido a ausência da nicotina (que é estimulante do sistema nervoso parassimpático... pretendo fazer um post futuramente sobre os efeitos fisiológicos da nicotina para que possam entender melhor seus efeitos no nosso organismo e, consequentemente, os efeitos de sua abstinência).

Não posso deixar de levar em consideração que passei o 1º dia sem cigarro em casa e sem problemas externos relacionados ao trabalho. Talvez isso tenha ajudado em o dia não ter sido tão irritante. De qualquer forma, dessa vez vou me manter firme, não deixarei que pessoas ou momentos estressantes me façam acender um cigarro. Mais que nunca quero parar com esse vício maldito, e estou terminando o 2º dia sem cigarro firme e forte.

Escreverei aqui diariamente e partilharei das minhas experiências com vocês! Boa sorte para mim e para todos que estejam neste mesmo barco. Contem suas histórias também, isso ajudará a me manter forte neste momento, bem como ajudará outras pessoas que também acompanham este blog.


Rio de la plata (Argentina)- leve consigo meu último cigarro!

8 de abr. de 2014

Uma guerra formada por muitas batalhas

Esta semana está difícil dar início a mais uma tentativa de parar de fumar, estou muito atribulada com prazos de atividades do doutorado e está complicado passar pelos alucinantes primeiros dias sem cigarro. Disse isso em uma das minhas primeiras postagens e vou repetir, é essencial que, no mínimo, nas duas primeiras semanas a pessoa esteja num momento tranquilo de sua vida,  pois são dias muito irritantes, depressivos e de extrema falta de concentração. Na verdade, o recomendado para quem deseja parar de fumar é procurar ajuda psiquiátrica, porém, me recuso a usar medicamento. Pois, se eu quero me livrar de uma droga, porque vou usar outra? Mas, quero deixar claro que qualquer pessoa que queira parar de fumar pode pedir ajuda ao médico para minimizar os efeitos da abstinência. Já existem muitos medicamentos eficazes no tratamento do tabagismo. Inclusive, vale a pena ressaltar que, dependendo do caso, o médico solicita que o paciente tabagista diminua a carga de trabalho ou até mesmo que seja afastado temporariamente de suas atividades diárias. Infelizmente, eu não posso ter essas regalias, sou uma mera bolsista de doutorado, que tem prazos e não posso me dar ao "luxo" de pedir licença. 

Então, como sei que a luta não vai ser tão simples assim e para não desanimar nem perder a fé, resolvi me preparar psicologicamente para mais uma nova tentativa, pois desta vez não quero mais fracassar. Fui à livraria em busca de ajuda e, apesar de não gostar do gênero auto-ajuda, resolvi assumir minha fraqueza e procurei um livro que me auxiliasse nesse momento que estou vivendo. Encontrei um livro de Augusto Cury, Superando o cárcere da emoção. Já ouvi falar deste autor, ele é um psiquiatra e psicoterapeuta famoso por seus best-seller. E, em homenagem à um leitor que acompanha meu blog e que está desanimado consigo mesmo, se sentindo fracassado porque já teve várias recaídas, resolvi transcrever um trecho que li hoje neste livro e achei que se encaixa perfeitamente com este momento pós-recaída:

Para evitar os deslizes ou tornar-se uma pessoa mais forte após uma recaída, é necessária verdadeira engenharia intelectual, composta por:
1) Nunca desistir de si mesmo. Tentar sempre. Aprender a ser um agente modificador da sua história;
2) Não ter medo de suas dores e frustrações, mas trabalhá-las com dignidade;
3) Aprender a ter prazer nos pequenos momentos da vida.

Na minha opinião, o pior depois de uma recaída é voltar a acreditar em si mesmo. É difícil, mas concordo com o que esse tal de Augusto Cury escreveu, não devemos desistir de nós mesmos, precisamos ter coragem de enfrentar novamente as dificuldades de parar de fumar, sem medo de fracassar, buscando novos prazeres capazes de substituir o cigarro. Eu já comecei a fazer isso desde que o ano começou, ainda estou firme e forte no yoga e pilates. Mas, sem perder a consciência que ainda há muitas batalhas pela frente e sem perder a fé em vencer esta guerra.


5 de abr. de 2014

O dia do fracasso

Estou de volta! Após três semanas sem escrever aqui no blog, voltei com força total.
Alguém adivinha o porquê do meu sumiço? Não é difícil deduzir...

Sim, fracassei. Voltei a fumar e vou contar a vocês o que houve. 

Depois do 15º dia sem cigarro a abstinência piorou e muito, parecia que eu ia enlouquecer, é uma sensação que só quem passa entende. Por isso que escolhi parar de fumar no carnaval, pois estava numa viagem maravilhosa e com pessoas queridas. Porém, infelizmente, após o 15º dia eu precisava voltar às minhas atividades diárias e à minha rotina. Precisava escrever um artigo científico, tinha prazo para entregar e não podia mais adiar, foi então que a coisa desandou, a tentativa de parar de fumar foi frustrada.

É impressionante como a abstinência da nicotina afeta a capacidade de concentração e raciocínio do indivíduo (isso é fisiologicamente explicável) simplesmente eu não conseguia produzir, não tinha concentração e muito menos motivação para escrever, já que nessa fase da abstinência temos episódios depressivos (devido a ausência dos hormônios responsáveis pelo prazer que a nicotina estimula a produção). 

Foi neste momento que fracassei e imediatamente fui comprar uma carteira de cigarro. E é com muita vergonha que admito isso. Sim, eu fracassei. Mas isto não impede que eu tente novamente. Vou parar de fumar! E conto com a ajuda deste blog para alcançar minha meta. Hoje comprei meu último maço de cigarros e, desta vez, será o último mesmo! 

E para encerrar este post, deixo um link de uma música do eterno Raul Seixas, que combina exatamente com este momento: http://www.vagalume.com.br/raul-seixas/tente-outra-vez.html

"Tente outra vez"
Veja
Não diga que a canção está perdida
Tenha fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez

Beba
Pois a água viva ainda está na fonte
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou, não não não não

Tente
Levante sua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça aguenta se você parar, 
não não não não
Há uma voz que canta, 
uma voz que dança, 
uma voz que gira
Bailando no ar

Queira
Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo, vai
Tente outra vez

Tente
E não diga que a vitória está perdida
Se é de batalhas que se vive a vida
Tente outra vez

17 de mar. de 2014

15º dia sem cigarro

Definitivamente,  até agora este foi o pior dia de todos!

Acordei muito agitada e com uma vontade louca de voltar a fumar. Sabe aquele dia em que você cansa de ter forças e sente saudade daquela vida "tranquila" que você tinha quando fumava? Foi isso que aconteceu. Passei o dia com saudade do cigarro e por pouco, mas por muito pouco mesmo não fui na padaria aqui do lado da minha casa comprar um maço de cigarros. A sensação que eu tinha é que só assim eu conseguiria voltar a produzir, pois desde que parei de fumar não consigo fazer mais nada que exija concentração e raciocínio. 

Para aliviar essa angústia, comecei a escrever no blog e contar como tudo começou.
Ao longo do dia, a angústia foi piorando e, pela primeira vez nesses 15 dias sem cigarro, tive uma das tais crises depressivas que acompanham a abstinência da nicotina. Passei uma hora chorando sem parar, achando que não conseguiria viver sem o cigarro e que não ia conseguir passar por esse momento. Muito ruim essa sensação de tristeza sem um motivo aparente. Deu pra sentir como sofre um paciente com depressão, é uma tristeza profunda e inexplicável. Só quem já sentiu é capaz de entender.
E o que eu fiz para passar essa tristeza? Escrevi no blog... 

E assim acabou mais um dia sem cigarro...



2ª semana sem cigarro

O bupropiona terminou e agora? Não tenho receita médica para comprá-lo, o que fazer? Começo a usar o adesivo de nicotina? Mas logo agora que já estou sem nicotina há tantos dias... decidi não usar!

Nos 3 primeiros dias sem bupropiona não senti diferença em relação a quando estava usando. Voltei a fazer minhas atividades físicas diárias de yoga,  pilates e musculação. Continuei me alimentando bem, ingerindo apenas alimentos saudáveis, incluindo na dieta sucos verdes desintoxicantes, acrescentando agrião em todos os sucos que eu fazia, visto que este vegetal é excelente para o sistema respiratório, importante para quem pretende parar de fumar. Neste momento, comecei a me sentir melhor... mas não posso esquecer que nestes dias não precisei sair de casa, portanto, evitei estresses do dia-a-dia. Conversei com minha orientadora do doutorado, que foi compreensiva e permitiu que eu trabalhasse em casa. Então, nesta segunda semana sem o cigarro, só saí de casa para a academia, para ir ao supermercado e para ir à psicóloga (comecei a terapia assim que decidi parar de fumar, há quase um ano).

Então, quando cheguei no 11º dia sem cigarro o "bicho começou a pegar". E desde então estou passando os piores dias da minha vida (pelo ao menos é essa a sensação da abstinência). Foi então que decidi pedir ajuda ao google e comecei a procurar depoimentos de ex-fumantes, em busca de força. Acabei decidindo escrever sobre o que estou passando e dividir com outras pessoas as angústias deste momento. Posso dizer com total convicção que se não fosse esta válvula de escape, ou seja, se não fosse este blog, teria voltado a fumar no final desta 2ª semana.

E no meu 14º dia sem fumar, comecei a escrever neste blog para aliviar... e assim terminou minha 2ª semana sem cigarro...


1ª semana sem cigarro

No meu 2º dia sem cigarro, tomei um comprimido de bupropiona logo quando acordei. Queria tomar meu cafezinho preto matinal que adoro sem sentir aquela vontade louca de fumar depois, seria possível? Que nada... é claro que senti vontade de acender um cigarro depois do café, faço isso há mais de uma década, como não sentiria vontade? O hábito de fumar após o café é uma das sensações mais prazerosas que um fumante experimenta na vida. Mas consegui resisti, não fumei...
Passei o dia todo mentalizando o bem que estava fazendo ao meu corpo e relembrando todos os motivos que me fizeram parar de fumar. Tentei sentir minha respiração e pensar o quão estava fazendo bem ao meu pulmão parando de fumar.

Mesmo assim, toda hora lembrava do cigarro. Até porque um dos meus companheiros de viagem fumava um cigarro atrás do outro e aquilo me instigava a todo momento. Mas, fui forte e resisti ao meu 2º e 3º dias sem cigarro...

Foi então que o carnaval acabou e retornei para casa no meu 4º dia sem cigarro. Ainda estava tomando bupropiona todos os dias quando acordava. Mas agora não havia mais o sossego do passeio e eu precisava voltar ao trabalho. Havia separado os dias posteriores ao carnaval para adiantar trabalhos que eu poderia fazer em casa, sem precisar ter contato com pessoas na minha primeira semana sem cigarro, já que nos primeiros dias de abstinência são de extrema irritabilidade. Entretanto, não conseguia me concentrar no trabalho de maneira nenhuma. Precisava ler alguns artigos, pois estou no meu último ano de doutorado e preciso escrever um artigo urgentemente. Isso me deixou extremamente irritada e por pouco não voltei a fumar. Lembrei do quão difícil foram suportar as primeiras 72hs sem cigarro e não queria fraquejar.

E assim terminou minha 1ª semana sem cigarro...


1º dia sem cigarro

Um mês após o início do yoga, pilates e musculação (em outro post explicarei porque escolhi estas três atividades físicas para ajudar no tratamento), senti então que era o momento de largar de vez o cigarro. E escolhi uma data  não muito convidativa para este intento: 1º dia de Carnaval! Não, eu não sou maluca, entenda o porquê...

Como já disse em outras postagens, há quase um ano eu tento parar de fumar e sempre retorno no 5º dia de abstinência. Por isso, resolvi pesquisar mais sobre o tabagismo, seu tratamento e os adjuvantes que auxiliam no período mais crítico da abstinência, que são os primeiros 15 dias. E uma das indicações é que o fumante deve escolher um momento em que esteja longe do estresse do dia-a-dia, para evitar que alguma contrariedade faça-o fraquejar. Por isso escolhi o carnaval, viajei para uma praia belíssima aqui no interior da Bahia e escolhi o 1º dia de carnaval para fumar meu último cigarro (01/03/14). 

No 1º dia sem cigarro fiquei simplesmente alucinada, totalmente sem paciência. E olha que eu estava num lugar paradisíaco, longe dos problemas e na companhia de pessoas muito queridas (meu namorado e de um casal de amigos). Mas, mesmo assim estava irritada, me irritei com a trilha que demorava de chegar, com as praias que estavam lotadas, com a chuva fora de hora, definitivamente é insuportável o primeiro dia sem nicotina!
Antes de eu viajar, uma amiga minha havia me dado uns comprimidos de Bupropiona que haviam sobrado de uma época que ela precisou usar. Este medicamento é um antidepressivo indicado no tratamento do tabagismo e ela me disse que um amigo dela conseguiu parar de fumar com este medicamento. Entretanto, apesar de eu ser farmacêutica, não gosto de tomar medicamentos com ação no sistema nervoso central (os famosos "tarja preta"), devido ao potencial dessas drogas em causar dependência química. Por isso, como nunca na minha vida tomei um ansiolítico ou mesmo um antidepressivo, queria parar de fumar sem usar nenhuma outra droga para substituir a nicotina. Entretanto, vi que não sou tão forte assim.

Então, depois de me irritar com tudo, e antes que eu brigasse com meus companheiros de viagem, resolvi tomar um comprimido de bupropiona e em meia hora me senti melhor. A verdade é que não sei se foi efeito psicológico, já que este medicamento deve começar a ser ingerido 15 dias antes de parar de fumar. Só sei que me senti melhor, apesar de lembrar do cigarro o tempo inteiro.

E assim terminou meu 1º dia sem cigarro...


     Itacaré/BA, onde passei meu Carnaval...     






16 de mar. de 2014

Como parar de fumar?


 Ilustração extraída da página do facebook: Diário do ex-fumante 

https://www.facebook.com/pages/Di%C3%A1rio-do-Ex-Fumante/296757267011628?fref=ts
               
Após a decisão de parar de fumar, surge a pergunta: O que vou fazer para abandonar o cigarro se o hábito de fumar já faz parte da minha vida e o cigarro é meu companheiro há tanto tempo? Acredito que esta seja a indaga da maioria dos fumantes.

A primeira vez que tentei parar foi "na tora". Mesmo sabendo que sou dependente química da nicotina há 15 anos, achava que na hora que realmente decidisse parar, iria conseguir. Doce ilusão...
Logo após meu aniversário de 30 anos, realizei minha 1ª tentativa de parar de fumar e não consegui ultrapassar 5 dias sem cigarro. Passei estes 5 dias enlouquecida de tanta ansiedade e no 5º dia cheguei na sala de aula tão estressada que quase matei meus alunos. Então, saí da faculdade e fui imediatamente comprar cigarro, antes que eu perdesse meu emprego.

A 2ª tentativa foi logo após a 1ª infecção na garganta que tive (das 4 que tive em menos de 1 ano). Passei 5 dias estressada e improdutiva, e simplesmente precisava trabalhar e preparar aulas, mas não conseguia. Por qual motivo? Concentração zero e total dispersão. Resultado: voltei a fumar!

Na 3ª tentativa, admiti minha impotência e resolvi buscar as alternativas existentes no mercado para o tratamento do tabagismo. Comecei pelo emplastro (adesivo) de nicotina, comprei aquele da fase 1, para quem fuma mais de 10 cigarros por dia. Sinceramente, não vi nenhuma diferença e voltei a fumar novamente no 5º dia. E assim foram as outras duas vezes seguintes que tentei largar o cigarro, quando minha garganta inflamava eu tentava parar, colocava o adesivo e no 5º dia sem cigarro, eu voltava a fumar...

Foi então que eu percebi que para abandonar o tabaco, eu teria que mudar meu estilo de vida, já que fumar um cigarrinho é um hábito que faz parte do dia-a-dia do fumante, faz parte de todos os momentos de sua vida. Isto quer dizer que não havia como deixar o cigarro sem mudar meus hábitos diários.
Após chegar à esta conclusão, realizei mais uma tentativa de parar de fumar, na qual hoje completo 15 dias sem cigarro. Falarei sobre isso na próxima postagem...