A nicotina é uma substância química (mais detalhes em link) que tem sua ação fisiológica por atuar em receptores específicos localizados em diversas células do nosso corpo. Estes receptores recebem o nome de nicotínicos e estão localizados no cérebro, glândulas, músculos e nervos, sendo responsáveis por regular diversas funções no nosso organismo.
No cérebro, os receptores nicotínicos, quando estimulados pela nicotina, induzem a liberação de diferentes neurotransmissores. A figura abaixo resume quais são esses neurotransmissores e algumas das funções que eles controlam:
Portanto, ao retirar a nicotina deixamos de "alimentar" estes receptores e então surgem alguns dos sintomas da crise de abstinência:
Ainda no cérebro, a retirada da nicotina provoca depressão e este sintoma foi abordado em outro post, veja neste link aqui.
No cérebro, os receptores nicotínicos, quando estimulados pela nicotina, induzem a liberação de diferentes neurotransmissores. A figura abaixo resume quais são esses neurotransmissores e algumas das funções que eles controlam:
Portanto, ao retirar a nicotina deixamos de "alimentar" estes receptores e então surgem alguns dos sintomas da crise de abstinência:
- Irritabilidade e mal-humor
- Aumento do apetite
- Falta de concentração
- Ansiedade
- Sonolência
Ainda no cérebro, a retirada da nicotina provoca depressão e este sintoma foi abordado em outro post, veja neste link aqui.
Algumas pessoas podem perguntar: "Por que quem não fuma consegue produzir todos esses neurotransmissores sem precisar da nicotina?"...
Isso acontece porque todos nós temos esses receptores nicotínicos e produzimos endogenamente uma substância que os ativam, a acetilcolina. No cérebro, a acetilcolina é capaz de induzir impulsos elétricos que sinalizam a liberação de alguns destes neurotransmissores citados na figura acima.
Todos nós temos a capacidade de sintetizar acetilcolina, porém, a estimulação contínua destes receptores pela nicotina provoca a síntese de novos receptores e isso faz com que a acetilcolina que nós produzimos seja incapaz de satisfazer a maior quantidade de receptores que agora precisam ser ativados para produzir o mesmo efeito.
O aumento no número desses receptores induzido pela nicotina é um dos motivos pelo qual esta droga é altamente capaz de provocar dependência (em outro post sobre síndrome de abstinência, falarei mais sobre a fissura e o mecanismo de dependência da nicotina).
Uma curiosidade é que, quando estes receptores foram descobertos pelos cientistas, foram nomeados "receptores nicotínicos" exatamente pela capacidade da nicotina de ativá-los com altíssima especificidade, maior até que a própria acetilcolina que nós produzimos endogenamente. O que demonstra mais uma vez a elevada capacidade desta droga de provocar dependência química.
São muitos os efeitos fisiológicos da nicotina, aos poucos falarei sobre cada um deles.
*Caso alguém tenha curiosidade de saber sobre algum sintoma específico, ou mesmo se deseja saber mais detalhadamente sobre os mecanismos fisiológicos de algum dos sintomas, sinta-se à vontade para pedir. Farei o possível para esclarecer dúvidas sobre este assunto!











